Compositor: Carlos Raya / Fito Cabrales
Cheguei até o fundo e não soube mais voltar
É melhor você me soltar a mão agora
Se te perguntarem, não fala de mim
Você sabe que sou só um pássaro de passagem
Senti o tédio e a desilusão
E a chamada da estrada
E inventei uma vida porque senão
Teria que ter copiado a de qualquer um
Vou te buscar se conseguir voltar
Caminharei do inferno até seus braços
Não se preocupa, nada vai acontecer
Não se preocupa, não é necessário
Não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não
Tão triste quanto sortudo
Sonho profundamente, não me deixe sair
Não me acorde, não me solte a mão
Você sabe que os demônios vêm atrás de mim
Não sei muito bem por que sempre os escuto
Ainda não era tarde quando ele foi embora
Mas a dor ficou pra dormir
Senti o ritmo ao amanhecer
Não há outro jeito a não ser continuar dançando
Não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não
Tão triste quanto sortudo
Sorrio por continuar de pé
Já sei que o tempo sempre está nublado
Os corvos se divertem
E dançam pulando ao meu lado
Não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não
Tão triste quanto sortudo
Não, não, não, não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não, não
Tão triste quanto sortudo